d- Personas

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Carl Gustav Jung  

http://wiki.inspiira.org/view/Persona/TesteSimplificado

Algumas definições retiradas
do Lexico Junguiano por Daryl Sharp:

PERSONA: o “eu” (freqüentemente os aspectos ideais de nós mesmos) que apresentamos ao mundo exterior.

A persona é… um complexo funcional que passa a existir por razões de adaptação ou conveniência pessoal.
A persona é aquilo que na realidade não somos, mas aquilo que tanto nós como os outros pensamos que somos.

Originalmente, a palavra persona significava a máscara usada pelos atores para indicar o papel que desempenhavam. Neste nível, é tanto uma capa que protege, quanto uma vantagem no envolvimento com as outras pessoas. As sociedades civilizadas dependem das interações entre as pessoas feitas através da persona.
Há. de fato, pessoas que não dispõem de uma persona desenvolvida… Tropeçando de urna impropriedade social a Dutra. totalmente inofensivas e inocentes. enfadonhos veementes ou crianças suplicantes; ou se são mulheres, Cassandras espectrais, temíveis pela sua falta de tato, eternamente incompreendido, jamais sabendo o que realmente pretendem, sempre contando com a garantia do perdão, cegas ao mundo, sonhador incurável. Observando-as, podemos ver como funciona urna persona negligenciada.

Antes que a persona se tenha diferenciado do ego, ela é vivenciada como individualidade. De fato, de um lado como uma identidade social, e de outro como imagem ideal, há nela muito pouco de individual. Ela , como o nome indica, apenas urna máscara da psique coletiva, uma máscara que finge individualidade, fazendo com que nós e os outros acreditemos que somos indivíduos, embora estejamos, simplesmente desempenhando um papel através do qual a psique coletiva se exprime.
Quando analisamos a persona. despimos a mascara e descobrimos que aquilo que parecia ser individual C. no fundo. coletivo; em outras palavras.s, que a persona era apenas uma máscara da psique coletiva.
Fundamentalmente, a persona nada tem de real: não passa de um acordo entre o indivíduo e a sociedade sobre aquilo que um homem deveria parecer ser. Ele adota um nome, ganha um título, desempenha uma função, é isto ou aquilo. Em certo sentido, tudo isto é real; contudo, em relação à individualidade essencial de uma determinada pessoa, e apenas uma realidade secundária, uma formação de compromisso, fato no qual as demais pessoas muitas vezes têm uma parte maior do que a própria pessoa.Uma compreensão psicológica da persona como uma função de relacionamento com o mundo externo, torna possível assumi-la ou descarta-la à vontade; mas, recompensando uma determinada persona, 0 mundo exterior convida a uma identificação com ela. Dinheiro, respeito e poder são a conquista daque1es que podem desempenhar bem e de modo consistente um pape1 social. De conveniência útil, a persona pode, por isso, passar a cilada e fonte de neurose. 

PERSONALIDADE. Aspectos da alma, modo como ela funciona no mundo. (Ver também individualidade.)
Para o desenvolvimento da personalidade, é essencial a diferenciação dos valores coletivos, particularmente daqueles personificados pela persona e a ela incorporados.

Uma mudança de um meio ambiente para outro provoca uma alteração marcante da personalidade e, em cada ocasião, emerge um caráter bem definido, claramente distinto daquele que o precedeu… 0 caráter social orienta-se, por um lado, pelas expectativas e exigências da sociedade e, por outro lado, pelas metas e aspirações sociais do indivíduo.O caráter doméstico é, via de regra, plasmado pelas exigências emocionais e pela aquiescência amena ao conforto e as conveniências; como explicar que muitas vezes homens que na vida publica sac extremamente enérgicos, vigorosos, obstinados, voluntariosos e cruéis sejam, quando em casa e no seio da família, de boa índole, mansos, submissos e até fracos? Qual é afinal, o caráter verdadeiro e a personalidade real?..
… Do meu ponto de vista, a resposta para essa pergunta seria: tal homem não tem, absolutamente, um caráter real: não é individual, mas coletivo, um joguete das circunstancias e das expectativas gerais. Se fosse individuo, teria o mesmo caráter, a despeito das variações de atitude. Não seria idêntica a atitude do momento e não quereria nem poderia evitar que sua individualidade se expressasse de modo claro tanto em um estado como em outro. 

INDIVIDUALIDADE
INDIVIDUALIDADE. Qualidades ou características que distinguem uma pessoa da outra. (Ver também personalidade.)

Por individualidade. entendo a peculiaridade e a singularidade do individuo em todos as aspectos psicológicos. Tudo o que não é coletivo e individual.
Tudo aquilo que de fato pertence somente a um indivíduo e não a um grande grupo de indivíduos.
O indivíduo psicológico ou sua individualidade têm urna existência inconsciente à priori, mas existe, conscientemente, apenas na medida em que ocorre a consciência de sua natureza peculiar… É necessário um processo consciente de diferenciação, ou individuação, para trazer a individualidade à consciência, isto é, para tirá-la do seu estado de identidade com o objeto.

Na psique indiferenciada, a individualidade está subjetivamente identificada com a persona, mas, na realidade, é possuída por um aspecto interior e não reconhecido de nós mesmos. Em tais casos, a individualidade da pessoa e comumente experimentada em outra, através da projeção. Se e quando esta situa~ao se torna intolerável para a psique, imagens apropriadas aparecem, numa tentativa de compensação.

Isto… freqüentemente faz surgir nos sonhos o símbolo da gravidez psíquica, símbolo que remonta à imagem primordial do nascimento do herói. A criança que está para nascer significa a individualidade que, embora presente. ainda não esta consciente.  

Conflitos entre introvertidos e extrovertidos
Acho brilhante a descrição feita pelo próprio Jung, em “Psicologia do Inconsciente” sobre tipos introvertidos e extrovertidos e o exemplo do Castelo, aqui reproduzido, de forma resumida e editada por mim, a fim de ilustrar as diferenças de ponto de vista e os conflitos de relacionamento.

Dois rapazes caminham por um campo e avistam um castelo maravilhoso. O introvertido diz: “Gostaria de ver como é por dentro”. O extrovertido, por sua vez, afirma: “Vamos entrar!” e já vai abrindo passagem pelo portão. O introvertido o detém: “Talvez seja proibida a entrada”, imaginando uma série de represálias, multas, cachorros, vigilantes irritados. O extrovertido replica: “Podemos perguntar, na certa vão nos deixar entrar”, pensando em velhos porteiros afáveis e hospitaleiros. Graças ao otimismo do extrovertido, acabam entrando.

Dentro do castelo, entretanto, a atitude se inverte. O introvertido, antes hesitante, mergulha na observação de velhos manuscritos, uma de suas paixões. Envolve o guarda com o objetivo de obter mais informações. Transforma-se.

O extrovertido, por outro lado, começa a notar a diminuição de seu entusiasmo anterior. Fica aborrecido, entediado, ao ver que o lugar é apenas um castelo reformado. “Enquanto cresce o entusiasmo e um, vai acabando a disposição do outro”, observa Jung.. O introvertido, percebendo o mal-humor do extrovertido, repete para si mesmo: “Nunca mais vou viajar com este sujeito”. Já o extrovertido começa a achar seu companheiro um perfeito egoísta e sem consideração pelos outros. “Onde já se viu desperdiçar a linda primavera lá fora?!”

Assim, enquanto caminhavam pelo campo, os tipos diferentes eram positivos um para o outro, porque, em suas diferenças, se completavam. Depois, o quadro fica muito diferente. “Por influência do objeto, apareceu uma extroversão inferior no introvertido, ao passo que uma introversão inferior substituiu a atitude social do extrovertido.” É assim, que, o “valor de um é o desvalor do outro.”

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1796988&tid=2464701340416722779

Acho que acrescenta na nossa compreensão pessoal, por isso fica aqui uma dica de pesquisa colocarei  uns links legais que terei dessa comunidade, em que Giancarlo aborda e conduz muito bem.

http://wiki.inspiira.org/view/Persona/TesteSimplificado

http://www.inf.ufrgs.br/~cabral/07.Tipos.Psi.Mem.Abr.2006.ppt

http://www.psiqweb.med.br/persona/jung.html

http://www.gestaoerh.com.br/site/visitante/artigos/rese_003.php

http://www.usabilidoido.com.br/persona_o_usuario_mascote_do_projeto.html

http://www.saofrancisco.edu.br/edusf/revistas/psicousf/2002-1/PSICO-05.pdf

http://www.caiuaficha.com.br/testeqe/teste.html

Publicado on 7, Março 2007 at 6:44 am Comentários (1)

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Um Comentário Leave a comment.

  1. Adorei o seu blog muito dez!!! Está de parabéns! Muito interessante!
    ah se puder acesse meu site também da nossa clínica de psicoterapia e terapias alternativas!
    http://www.haraterapias.com.br/inicio.html

    grande abraço,
    Clarissa


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